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"Entre as árvores, nas proximidades da ponte da Cidade Jardim, há um lugar onde a
sensibilidade está presente nas artes plásticas, no teatro, no circo e nas partidas
de futebol. Um espaço de cultura permanente onde todos têm vez e voz e é proibido
proibir.
O Núcleo de Arte Contemporânea e o Teatro Vento Forte são irmãos.
Misturas autênticas de uma nação cosnstituída de sonho, trabalho e realizações.
Foi a generosidade de Ilo, um mestre de teatro universal, que se apresentou
em uma tarde de fevereiro de 2001 ao me aceitar para codivir aquele lugar pleno de
magia e poesia. Logo ali, praticamente no caminho de casa e que eu (e quase todo mundo...)
jamais notara.
A cidade integrada à natureza ganhou nova dimensão através da participação dos meus
parceiros de criação. No Núcleo de Arte Contemporânea: "O mestre não ensina.
Ele mostra um jeito. O discípulo deve descobrir o seu jeito, que só será ruim se ele
achar que é o jeito".
Em uma parede, logo na entrada, uma reprodução da foto de Ivens Klein,
"A Leap into the Void" (um salto no vazio) aponta aquela que, provavelmente, é a
única regra no núcleo: CORAGEM E DESTEMOR.
Antonio Ximenes e Antonio Peticov
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