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SEDA
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TODA A PINTURA UM DIA PRECISA DE RESTAURAÇÃO
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SEDA ouviu o artista plástico brasileiro Gilberto Salvador sobre o processo de restauração de obras de arte e descobriu que existem muitas semelhanças com a restauração dos cabelos tingidos.
Pequenos ou grandes resgates da identidade histórica, cultural, social e estética.
Salvador conta que a cor é um componente importante no processo de comunicação e de identidade pessoal, que ninguém escolhe uma cor por acaso e que toda a escolha reflete uma intenção.
Na pintura, o maior problema para os restauradores é o desgaste cromático, ou seja, a alteração das cores originais, pois toda a matéria está sujeita a um desgaste universal, promovido por agentes químicos, físicos e biológicos, como gases e variações climáticas, entre outros fatores.
Ele explica que, com o tempo, as moléculas de pigmento vão sofrendo alterações que modificam a reflexão da luz, a percepção das cores. "A restauração visa recuperar e manter a imagem original. Para se resgatar a mensagem de uma pintura, restauramos tela e pigmento".
Salvador lembra que nas artes e na arqueologia, restaurar significa interromper o processo de deterioração ou restabelecer o aspecto original de uma obra de arte ou objeto que seja representativo para a história da humanidade. Somente a partir do século XVIII é que as obras de arte e os achados arqueológicos começaram a ser estudados cientificamente para se resgatar valores históricos, culturais, sociais e estéticos dos nossos antepassados.
A restauração das pinturas do renascentista Michelangelo na Capela Sistina é um grande exemplo da arte da restauração, de acordo com a avaliação de Salvador. "Este trabalho revelou cores nem imaginadas, mas que, ao serem resgatadas, puderam reproduzir a mesma sensação de êxtase experimentada pelas pessoas que visitavam o local no século XVI".
A restauração de pinturas promove uma referencia concreta da realidade estética de cada época, e para tal tiveram de ser desenvolvidas técnicas e produtos que não só permitissem a preservação das obras, mas que também resgatassem a intenção estética do artista, reveladas pelos gestos e cores.
"Somente restauramos aquilo que gostamos ou que consideramos importante", lembra Salvador.
Um conceito que também pode ser aplicado para nossos cabelos.
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