"Na fase anterior... sua palheta era dominada pelos tons terrosos, num colorido pardacento desprovido por vibração. Havia talvez, uma preocupação exagerada pela temática e uma certa indiferença pelos problemas puramente pictóricos. Agora tudo mudou. Sua nova pintura é uma explosão de cor vibrante. Na temática de Antonio Augusto predomina absolutamente a paisagem rica de vegetação e de sol. Mesmo nas raras telas com figuras humanas, o colorido límpido e intenso, apesar de ainda transparecer um fundo de angústia e tristeza. É deveras surpreendente a limpidez da cor de Antonio Augusto. Em pouquíssimo tempo conseguiu o que, em regra, leva muitos anos de pesquisa: um colorido complexo e puro."
Mario Schenberg
1964
"Antonio Augusto reenceta agora a sua carreira pictórica, e o faz optando de maneira categórica pela revalorização da paisagem. Todas as virtudes cromáticas dos fauves, todas as lições de composição dos cubistas, todos os atributos rítmicos dos pós-impressionistas o orientam para uma própria e individual. Assim, as encostas, as colinas, com suas massas difusas de clorofila, com suas atmosferas irisadas, num ir mais além de John Marin, propiciam ao artista, que é Antonio Augusto Marx, um lirismo de ambiências que a sua sensibilidade transfigura em espiritualidade da paisagem."
José Geraldo Vieira
"Marx é um dos paisagistas mais importantes que atualmente existem no Brasil. As suas paisagens emanam atmosfera e o perfume da natureza. ...Cada trabalho seu é uma luta nova e aberta para conquistar o âmago da paisagem. A luta entre os aspectos caóticos da realidade visível e as aspirações de uma construção harmoniosa captada pela sua alma. Adepto das conquistas plásticas dos impressionistas e pós-impressionistas (principalmente de Cézanne), ele não se satisfaz com um aspecto meramente fotográfico da paisagem. Ele quer a sua essência poética, atmosférica e estrutural, e ele luta ferozmente no ar livre até alcança-la..."
Theon Spanudis
1983
"Diante do encanto da natureza, Marx se inflama e como todo romântico nato ele rompe com os modelos de tudo que passa restringir sua expansão criativa. ...Sua bússola aponta para os caminhos da intuição. Suas descobertas visam um território que nenhum paisagista ousou enfrentar. ...A geometria o acompanha desde sua atividade de engenheiro-arquiteto e já nessa fase o estático não possuía campo para manifestar-se em sua pintura. ...Em Antonio Augusto Marx, o mistério da cor é o seu ponto mágico. A sabedoria estética com que constrói seus valores tonais faz dele um demiurgo. Essencialmente ele é um singular romântico de nossa arte cujo gênio recriou o abecedário de nosso lirismo."
Vicente Augustus Carnicelli
1989
"Marx vê a natureza de algumas maneiras particulares. Na maioria das vezes, ele recria a paisagem mediante grandes panoramas, vistos do alto, com morros, casas, caminhos que se perdem entre as arvores ou entre as colinas, ressurgindo ou não mais adiante numa movimentação que recria um ritmo dinâmico, pulsante e conduz nosso olhar em vários sentidos. Esta série que chamaríamos de Panoramas Vistos do Alto, inclui, quase sempre, campos cultivados que, na verdade, são antes campos de cor, sem correspondência com a realidade visível, comprometidos apenas com a realidade pictórica."