Três Expressões no Metrô
Apresentação
A arte pública registra a mentalidade de uma época, os valores predominantes de uma cultura, os aspectos éticos, sociais, políticos e econômicos e o embate entre concepções filosóficas e morais.
Com base nessa concepção, a Fundação Cultural e Artística Gilberto Salvador, com o apoio do Ministério da Cultura e das secretarias Estaduais e Municipais, busca divulgar e documentar a produção artística nacional, elaborando projetos que reafirmam a vital importância da atividade cultural como identificação de uma nação.
Como mais um marco na concretização desse objetivo, a Fundação Gilberto Salvador tem o prazer e a honra de apresentar seu projeto “Três Expressões no Metrô” em São Paulo.
Objetivos
Este projeto está centrado na exposição de obras de arte de conceituados artistas plásticos brasileiros em três estações do Metrô de São Paulo. Foram desenvolvidos projetos únicos, com a proposta de integração dessas obras com espaços públicos de intensa circulação. Desse modo, reafirmamos a premissa básica de nossa fundação, que é a acessibilidade cultural ao cidadão comum (independentemente dos tradicionais espaços de exposição), ao mesmo tempo em que evidenciamos a perenidade das obras de arte.
As três estações que contemplarão as obras artísticas, com seus respectivos criadores, são:
- Estação Vila Madalena - com a arte de Regina Silveira
- Estação Consolação - com a arte de Evandro Carlos Jardim
- Estação Vila Mariana - com a arte de Takashi Fukushima
Justificativa
Regina Silveira
Como descrevemos anteriormente, este projeto está fundamentado no uso do espaço público, entretanto a pluralidade de linguagens dos artistas, bem como de seus suportes, estão inseridos em seus próprios contextos.
No caso da artista Regina da Silveira, sua proposta é o painel denominado "Tropel", que está inserido no tema “Animália”.
"Tropel é um painel de grandes dimensões, disposto sobre um plano de fundo e duas paredes laterais de extensão relativamente mais curta. Neste trabalho, a imagem é uma irrupção de pegadas de animais de muitas espécies, deixando uma marca perspectivada e dinâmica de sua passagem. Acredito que o significado desta obra aponta para uma relação desejável com as áreas de entrada e saída dos usuários do metrô, junto às catracas".
"Minha razão maior nesta justificativa é o desejo de reverter a efemeridade característica da obra encaminhada neste projeto e poder dar-lhe uma presença mais perene, em um espaço público de grande circulação. Mesmo tendo sido amplamente divulgada na imprensa nacional e em revistas internacionais de arte, essa obra existe, no presente, apenas como imagem em arquivo digital, com potencial para novas realizações."
Evandro Carlos Jardim
O projeto coordenado pela Fundação Cultural e Artística Gilberto Salvador para a Estação Consolação do Metrô de São Paulo é composto por três grandes painéis que documentam seqüencialmente a visualidade poética da cidade de São Paulo, por meio das mãos de um dos seus mais conceituados filhos: o artista plástico Evandro Carlos Jardim.
Nas últimas décadas, o artista tem registrado não somente a paisagem urbana e os arredores da capital paulistana, mas, em especial, seus diversos personagens em momentos e situações igualmente diferenciadas.
As imagens selecionadas pelo curador João Spinelli para compor os três painéis conduzem o espectador a experienciar, esteticamente, uma visão sui generis da cidade de São Paulo.
Trazendo essas imagens gravadas em placas de vidro de grandes formatos, os painéis incorporarão, por meio do domínio técnico do artista e pela transparência inerente a este novo tipo de gravação em vidro, uma nova e revolucionária forma de mostrar e de ver a arte.
Um artista que não tem receio de adequar novas tecnologias à contemporaneidade de sua obra criadora, Evandro Carlos Jardim estabelece inusitadas correspondências entre os objetos, descobrindo metaforicamente os laços e as relações secretas que possam existir entre eles – são associações incomuns de formas, imagens e idéias que induzem o espectador a silentes indagações e reflexões.
O processo criativo de Evandro Jardim capta sutis alterações dos modelos representados, não somente as de ordem física, mas as de conteúdo espiritual, transcendendo assim o mero registro factual. A beleza, a trivialidade e a poesia do dia-a-dia são silenciosamente miniaturadas pela magia gráfica do artista: um universo imagético próprio, uma maneira intelectual de pensar a arte. Sem nenhum alarde, a cidade é visualizada a distância, sendo registrada em contraponto com o poente e a linha do horizonte; o sol se pondo, o amanhecer, o dia e a noite ? soluções plásticas que privilegiam a significação em detrimento da mera reprodução.
Takashi Fukushima
O projeto do artista plástico Takashi Fukushima, que vem efetuando diversas obras em ladrilho cerâmico, homenageará a primeira linha de Metrô do Brasil, a norte-sul (mais conhecida como Linha Azul), proporcionando à população a obra intitulada "Metrô Azul". Este painel de ladrilho cerâmico de autoria do artista já foi submetido à aprovação da Comissão Consultiva de Arte, na reunião de 14 de dezembro de 1998, ocasião em que se estudou sua localização com o arquiteto Luiz Sérgio.
A obra consiste em revestir totalmente as duas empenas que formam o túnel de acesso da Estação Vila Mariana pelo lado do Colégio Madre Cabrini. Executado sobre base cerâmica esmaltada à alta temperatura, o desenho gráfico é composto por vários módulos sobre fundo azul cobalto (evidenciando a linha 1 ? Azul), com desenhos em branco lembrando uma trajetória imaginária.
Seguindo a recomendação do Departamento de Marketing, será reservada uma faixa sobre o painel, respeitando a comunicação visual do Metrô.
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