Danilo Di Prete: Da técnica a tecnologia
Vivemos hoje em uma era tecnológica,
com os extraordinários caminhos abertos pela ciência, pela pesquisa do espaço.
Essa busca espacial, essa ciência cósmica, é a coisa mais importante que se faz hoje em dia.
E os artistas contemporâneos devem interpretar e emparelhar-se a tais caminhos.
Por isso acho, digo e defendo e arte cinética, a arte de nossos dias .
Danilo Di Prete
A Fundação Cultural e Artística Gilberto Salvador
é uma instituição que tem como propósito
desenvolver e realizar projetos artísticos,e
tendo como objetivo principal a consolidação e preservação da cultura brasileira.
Entendemos que um país deve investir de forma maciça e significativa
na valorização de todos os seus recursos culturais
e fazer dessa ação um elemento contínuo de sua identidade como nação.
Em consonância com essa filosofia a
Fundação Gilberto Salvador propõe a exposição retrospectiva
Danilo Di Prete: da Técnica á Tecnologia .
Danilo Di Prete: da Técnica á Tecnologia
Com o apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria Estadual, a
mostra retrospectiva Danilo Di Prete: da Técnica à Tecnologia
será realizada com a curadoria do prof° Dr. João Spinelli, nas salas climatizadas
da Pinacoteca do Estado de São Paulo,
espaço reservado somente para as mais importantes exposições do
calendário deste conceituado museu
A exposição retrospectiva registrará as diversas fases
da evolução artística de Di Prete.
Desenhos, projetos gráficos e pinturas representarão a primeira parte,
destacando o seu domínio técnico e artístico.
A segunda parte apresentará sua produção cinética, onde se evidencia o uso
experimental de novas tecnologias,
que determinaram uma mudança radical em suas obras.
Além da exposição, será editado um livro que documentará os aspectos principais da vida de Di Prete e das diversas fases da produção deste multifacetado criador artístico.
O artista e sua obra
Danilo Di Prete (1911-1985)
Danilo Di Prete é, sem dúvida, um dos mais importantes artistas plásticos da arte brasileira na segunda metade do século XX. Ao lado de outros artistas de renome, Di Prete renovou – com coragem, criatividade e ousadia estética – o panorama cultural e artístico do Brasil em sua época.
Nascido em Zambra, Itália, em 1911, iniciou já em seu país natal sua grande carreira artistica, di Prete não assistiu aos conflitos de sua época como mero espectador, mas integrou o grupo dos Artistas Italianos em Armas, documentando episódios da II Guerra Mundial observados na Albânia, Grécia e Iugoslávia. Com uma pintura figurativa em que predominavam marinhas, naturezas mortas e retratos, e também composiçºoes cubistas e futuristas, participou de diversas exposições e conquistou vários prêmios na Itália.
Em 1946, Danilo Di Prete se transfere para o Brasil, escolhendo a cidade de São Paulo para fixar sua residência definitiva em nosso país.
Em 1950, em função da qualidade técnica e artística de sua obra, Di Prete integrou-se rapidamente a comunidade dos artistas plásticos paulistas. Essa integração e o respeito por ele alcançado permitiram-lhe tornar-se, em parceria com Sérgio Millet e Cicillo Matarazzo, um dos idealizadores e realizadores da 1ª Bienal Internacional de são Paulo, em 1951, que acabaria por delinear novos rumos para a arte brasileira. Nessa ocasião, recebeu o Prêmio Nacional de Pintura, com sua obra Limões .
Danilo Di Prete notabilizou-se pelas pesquisas constantes no abstracionismo, do tachismo puro e simples, até abstracionismo lirico. Sempre em busca de novos caminhos – utilizando técnicas, suporte e linguagens diferentes – chegou à manipulação de instrumental cinético, utilizando luz, som e movimentos virtuais que transformam a sua obra de arte num organismo vivo, da chamada arte cinética sulamericana. A qualidade de sua obra lhe outorgou inúmeros prêmios em exposições importantes:1ª Bienal Internacional de são Paulo 1º Prêmio de pintura brasileira, Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Prêmio aquisição, Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia, 2º Prêmio Governo do Estado, 5ª Bienal Internacional de são Paulo, no MAM/SP- Prêmio Odebrecht, Mostra, no Museum of Art, Dallas, Prêmio Aquisição, 1ª Bienal Americana de Córdoba - Prêmio Garafa,
Principais Exposições e Prêmios
1932 - Lucca (Itália) - Esposizione di Caselli - 2º prêmio
1933 - Livorno (Itália) - Esposizione dei Giovani - 2º prêmio
1938 - Viareggio (Itália) - Esposizione di Viareggio - 1º prêmio del colore
1939 - Firenze (Itália) - Esposizione degli Artisti Toscani - prêmio aquisição
1940 - Cremona (Itália) - Esposizione di Cremona - prêmio aquisição
1950 - Nova York (Estados Unidos) - Exposição 30 Anos de Cartazes, Prêmio Os Melhores Cartazistas
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP - 1º prêmio de pintura brasileira
1952 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio aquisição
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP
1953 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA - isenção do júri
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP
1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP
1957 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de ouro
1958 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - 2º Prêmio Governo do Estado
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP - Prêmio Odebrecht
1959 - Dallas (Estados Unidos) - Mostra, no Museum of Modern Art - prêmio aquisição
1959 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de ouro
1962 - Córdoba (Argentina) - 1ª Bienal Americana de Córdoba - Prêmio Garrafa
1966 - Florença (Itália) - 2º Fiorino - medalha de ouro
1973 - São Paulo SP - Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal, Prêmio Aquisição Itamaraty.
1975 - São Paulo SP - 13ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1978 - São Paulo SP - As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall
1978 - São Paulo SP - O Objeto na Arte: Brasil anos 60, no MAB/SP
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1979 - São Paulo SP - Panorama de Arte Atual Brasileira, MAM/SP
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
|
|