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"Palumbo é um classico. um clássico do vir a ser. O que é isto, figura de retórica? Licença poética? Crua realidade.

Palumbo conectou-se com a vanguarda da comunicação. Ele compreendeu o sistema nervoso que envolve o planeta, os meios de comunicaçnao que abrem as portas da percepção dos anos 90 e do terceiro milenio.

Blake, Huxley e Jim Morrison pulsam em suas veias e jorram em sua arte. É muito importante compreender Palumbo. Nos anos 80, através da proteção ao mercado Nacional em a estreiteza em intuir o rumo da revolução tecnologica, o Brasil perdeu o bonde. Nos anos 70, o grande cientista e critico de arte Mario Schemberg, anunciava:o grande salto para o Brasil seria entrar no campo da informatização e não da fisica nuclear.

Ninguém o ouviu. O Brasil perdeu. E perdemos a sensibilidade da comunicação e memória. Agora estamos correndo para sair do lodaçal. Palumbo nos ajuda a resgatar essa sensibilidade.

Essa série que ele apresenta, ampliação de imagens a dimensão limite, na maioria das vezes postcards, cedulas de dinheiro e polaroids, é o olho transformador da águia. O insólito e a ruptura revigora e transmuta a fixação geográfica cartesiana da imutabilidade das polaroids.

Sem ferir a liberdade de nimguém. O anti-Christo. Ele não precisa embrulhar nada e nimguém. É a sua liberdade do olhar transformada em arte sem ser interpretação. Palumbo realiza o mesmo distanciamento absoluto, meta gestual de Neil Williams.

Em sua exposição individual no MAM, as notas de dinheiro ofereciam uma vitalidade e um nível de inovação dificilmente compreendidas. A inovação e a revolução não se faz por estardalhaço, geralmente passa batida. Van Gogh é ícone hoje, mas nunca vendeu um quadro em vida. A obra de Neil Williams está para ser compreendida. Mas para nós hoje é de vital importância compreender Palumbo. Para a arte brasileira e para nós.

Como dizia um amigo que foi roqueiro dos Titãs, quem tem olhos que ouça, quem tem ouvidos que veja."

José Roberto Aguilar






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Palumbo Palumbo
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