CURRICULUM
EXPOSIÇÕES
O ARTISTA E A MÁQUINA
Museu de Arte - São Paulo
outubro 1966


Textos de Pietro Maria Bardi

JOSÉ ROBERTO AGUILAR

"Inteiramente auto-ditada, já desde a adolescência Roberto Aguilar começa a pintar diretamente com óleo, sem passar por fases anteriores de aprendizado artístico. A VII Bienal influi decisivamente nos rumos da sua vida ao aceitar trabalhos seus, levando-o a abandonar a Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo. Incentivado também pelo reconhecimento público de Mário Schenberg, adentra-se pela vertente do realismo que denomina de fantástico. À Semelhança dos expressionistas alemães e do grupo holandês COBRA, seus quadros impressionam não pela beleza, mas pelo impacto, numa comunicação figurativa de acontecimentos terríveis e dramáticos. Sem integrar grupos ou tendências estruturadas em "cliques", experimenta agora com meios diferentes: a pintura com pistola, uma dimensão imensa dos quadros etc. Sua interpretação da fábrica Olivetti, em vívido contraste com a visão real, moderna, automatizada, é lírica, na sua própria opinião, pois impregnou sua composição de um sentido construtivo, quase lúdico. "









sem título
óleo s/ tela, 1,30 X 1,62 m
1966